Tomada de decisão

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Publicado em: 28/03/2017    Autor(a): Josiane Benedet
Tomada de decisão

O TRÂNSITO E NOSSO COMPORTAMENTO: UMA ESCOLHA A SER TOMADA

A violência no trânsito no Brasil tem se tornado um problema gigantesco e seu impacto na sociedade e sua alta incidência na população é uma questão de saúde pública. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil há uma taxa de 23,4 mortes por acidente de transportes por 100 mil habitantes e tem sido a causa mais comum de mortes entre jovens de 15 a 29 anos. O Paraná encontra-se em quinto lugar entre os Estados brasileiros com maior taxa de mortalidade, com 32 mortes a cada 100 mil habitantes.

Para autores especialistas da área de trânsito os condutores são expostos frequentemente a fatores de risco, como falta de atenção pelo uso de celular, dirigir sob efeito de medicação, uso de substância entorpecente, entre outros, e a condução do veículo exige processos que atuem num ambiente repleto de estímulos, para isso são necessários requisitos como memória, atenção e tomada de decisão. O ato de dirigir, portanto, é bastante complexo envolvendo interações das funções psicológicas e cognitivas.

A psicologia do trânsito tem como objetivo principal estudar aspectos do comportamento, pensamento, percepção e como são as reações dos condutores com o intuito de diminuir os índices de acidentes e mortes no trânsito.

Estudos e pesquisas são feitos na tentativa de explicar o comportamento do condutor e sistematizar os processos psicológicos ligados a esses comportamentos, entre eles estão os estudos sobre processos de tomada de decisão, como por exemplo, se o condutor vai acelerar ou parar ao sinal amarelo, se vai ou não atender a uma chamada de celular, etc. Este processo busca a melhor escolha entre um conjunto de alternativas, baseada em critérios ou estratégias que irão resultar numa escolha mais eficaz. Isso pode esclarecer como o fenômeno da tomada de decisão ocorre, quais aspectos são levados em conta e o que pode gerar uma má escolha no trânsito, pois infelizmente somos os principais agentes de risco no trânsito sendo que 90% dos acidentes são decorrentes de desrespeito às leis e da falta de atenção do condutor.

Heloisa Maria Neves da Rocha é Psicóloga responsável pelo projeto N.A.V.I do IPTRAN.